A cantora e compositora Nina Nicolaiewsky foi o nome mais premiado do Prêmio Açorianos de Música 2025, com cerimônia realizada na noite dessa quarta-feira (5), no Teatro Renascença, em Porto Alegre. Ela conquistou quatro troféus: Melhor Intérprete, Melhor Produtora, Melhor Álbum ou EP e o principal reconhecimento da noite, o Álbum do Ano, todos pelo trabalho Arrisco Dizer e pela faixa Nem Tudo.

Artista de trajetória sólida na cena musical porto-alegrense, Nina Nicolaiewsky é conhecida pela versatilidade e pela forma delicada com que mistura referências da MPB, jazz e música contemporânea. Além da carreira solo, já integrou projetos como Nina Fola e tem presença marcante em palcos e festivais do Sul do país. O álbum Arrisco Dizer, lançado em 2024, reafirma essa identidade múltipla, com arranjos sofisticados e composições que transitam entre o lirismo e a experimentação.

Outro nome de destaque foi Thiago Ramil, premiado em três categorias na área do pop: Melhor Compositor, Melhor Produtor e Melhor Álbum ou EP. As duas primeiras vitórias vieram pela canção “Pêssego”, feita em parceria com Filipe Rocha, Dona Conceição e Leo Bracht, enquanto o álbum “Gosto”, assinado com Dona Conceição, garantiu o terceiro troféu. O músico reafirma seu espaço como uma das vozes mais inventivas da nova geração da música gaúcha.

Entre as homenagens especiais, destaque para a Fábrica de Gaiteiros, reconhecida em Ações Culturais em Música pelo trabalho de formação e valorização do instrumento símbolo da cultura gaúcha. No total, o Prêmio Açorianos de Música 2025 entregou 35 premiações em sete categorias, além das sete homenagens especiais, celebrando a força, a pluralidade e a renovação da música feita no Rio Grande do Sul.

Confira a lista completa dos vencedores por categorias

Erudito:
Melhor Compositor: Marcos Lucas, por Mário de Andrade: Paisagem nº3;
Melhor Intérprete: Sergio Bai, por Água;
Melhor Instrumentista: Eduardo Francisco, por III Movimento do Concerto para Baixo Elétrico e Grupo de Câmara;
Melhor produtor: Hugo Pilger, Ney Fialkow e Marcos Lucas, por Villa-Lobos: Três Harmonias;
Melhor Álbum ou EP: Hugo Pilger e Ney Fialkow, por Figuras de 22;

Gaúcha:
Melhor Compositor: Chico Teixeira e Ricardo Coelho, por Prelúdio de Índios Ventenas;
Melhor Intérprete: Ana Clara Matielo e Clarissa Ferreira, por Amiga;
Melhor Instrumentista: Matheus Alves, por Renascer;
Melhor produtor: Chico Teixeira e Eduardo Borges Ganso, por Prelúdio de índios Ventenas;
Melhor Álbum ou EP: Chico Teixeira, Renascer;

Instrumental:
Melhor Compositor: Andrea Perrone, por High;
Melhor Intérprete: Matheus Alves, por Primeira Sova;
Melhor Instrumentista: Guilherme Goulart, por Vanerão Chorado;
Melhor produtor: Cristian Sperandir, por Pampiano;
Melhor Álbum ou EP: Elias Barboza e Kiai Grupo, Quarta Dimensão;

MPB:
Melhor Compositor: Glênio Bohrer, por Dança dos Anéis;
Melhor Intérprete: Nina Nicolaiewsky, Nina Fola, Sucinta Orquestra – por Nem Tudo;
Melhor Instrumentista: Cristiano Ludwig, Fogo no Canavial;
Melhor produtor: Nina Nicolaiewsky, por Nem Tudo;
Melhor Álbum ou EP: Nina Nicolaiewsky, por Arrisco Dizer;

Pop:
Melhor Compositor: Thiago Ramil e Filipe Rocha, por Pêssego;
Melhor Intérprete: Graziela Pires da Silva e Dejeane Rodrigues Arruée, por Melanina;
Melhor Instrumentista: Lorenzo Flach, por Insistir em Acreditar;
Melhor produtor: Thiago Ramil, Dona Conceição e Leo Bracht, por Pêssego;
Melhor Álbum ou EP: Thiago Ramil e Dona Conceição, por Gosto;

Rock:
Melhor Compositor: Ricardo Fontana Alves, por Meio Judas, Meio Cristo;
Melhor Intérprete: Júlio Reny e Jeff Gomes, por Velho Cowboy;
Melhor Instrumentista: Jeff Gomes, por Mendigo Perfeito;
Melhor produtor: Mário Arruda, por Love e Vício em Sunshine;
Melhor Álbum ou EP: Supervão, por Amores e Vícios da Geração Nostalgia;

Samba:
Melhor Compositor: Rodrigo Fontoura, por Capitão do Mato;
Melhor Intérprete: Rodrigo Fontoura, por Sei Lá;
Melhor Instrumentista: Luiz Mauro Filho, por A Dor;
Melhor produtor: Tuti Rodrigues, por Sei Lá;
Melhor Álbum ou EP: Rodrigo Fontoura, por Para Falar das Nossas Coisas;

Projeto Especial: Claudinho Pereira. 
Ações Culturais em Música: Fábrica de Gaiteros;
Obra/Trajetória: Nésio Alves Corrêa;
Melhor Arranjo: Elias Barbosa e Kiai Grupo, por Contemporâneo;
Revelação do Ano: Bella e o Olmo da Bruxa;
Melhor Single: Paulo Freitas, por Andorinha;
Álbum do Ano: Nina Nicolaiewsky, por Arrisco Dizer.